Atualizado 25/03/2019

Grupo de Temer recebeu R$ 1,8 bilhão em propinas e monitorou investigadores

Além do ex-presidente, outras oito pessoas foram presas

Foto: Reprodução Globo News
Foto: Reprodução Globo News

O suposto grupo criminoso que, segundo o Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro, é chefiado pelo ex-presidente Michel Temer, teria recebido R$ 1,8 bilhão em propinas relacionadas à construção da usina nuclear de Angra 3.

 

    "As investigações apontam que a organização criminosa praticou diversos crimes envolvendo variados órgãos públicos e empresas estatais, tendo sido prometido, pago ou desviado para o grupo o valor de mais de R$ 1.800.000.000,00. A investigação atual mostra ainda que diversas pessoas físicas e jurídicas usadas de maneira interposta na rede de lavagem de ativos de Michel Temer continuam recebendo e movimentando valores ilícitos, além de permanecerem ocultando valores, inclusive no Exterior", afirma o MPF.

 

    A suposta organização foi alvo, na manhã desta quinta-feira (21), da Operação Descontaminação, no âmbito da Lava-Jato, que prendeu o ex-presidente e o ex-ministro Moreira Franco.

 

    Temer foi levado no início da noite desta quinta para a sede da PF no Rio, onde ficará detido. o descer do carro, o ex-presidente foi recebido sob gritos de "ladrão" por manifestantes que o esperavam em frente ao prédio, localizado na zona portuária fluminense.

 

    Os protestos, entretanto, não duraram muito tempo, pois eram poucos os manifestantes que o esperavam.

 

    Mais cedo, em coletiva de imprensa, procuradores destacaram que um delator da Engevix citou repasse de R$ 1,1 milhão para uma das empresas do militar da reserva João Baptista Lima Filho, o Coronel Lima, apontado pelos investigadores como operador financeiro de Temer. Lima também foi detido nesta quinta.

 

    — O coronel Lima é um dos operadores financeiros do Michel Temer e tinha como função arrecadar valores espúrios e de vantagens indevidas em razão de obras contratadas pelo governo federal.

 

    A operação foi chamada de Descontaminação e é um desdobramento das operações Radioatividade, Pripyat e Irmandade. A ação investiga desvios nas obras da Usina de Angra 3 e tem como base delação do empresário José Antunes Sobrinho, dono da Engevix, que corroborou com delação feita pelo doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB.

 

    Em nota, divulgada nesta quinta-feira (21), o MPF ressalta ainda que um braço dessa organização era especializado em atos de contrainteligência e agiam para dificultar as investigações.

 

    Além de Temer, participariam desse suposto grupo João Baptista Lima Filho (Coronel Lima), o ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, Maria Rita Fratezi, Carlos Alberto Costa, Carlos Alberto Costa Filho, Vanderlei de Natale e Carlos Alberto Montenegro Gallo que foram presos preventivamente. E ainda Rodrigo Castro Alves Neves e de Carlos Jorge Zimmermann, detido temporariamente.

Fonte: Diário Catarinense/ NSC Total
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