Atualizado 15/03/2018

Trabalho na área da Saúde de Cunha Porã recebe menção honrosa internacional

Imagem Ilustrativa
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O uso excessivo de medicamentos é comum no Sistema de Saúde e muitas vezes passa despercebido, sendo que um terço das intervenções de cuidados de saúde são consideradas desnecessárias. Buscando uma reflexão e a melhora da conscientização dos médicos, outros profissionais de saúde e pacientes sobre os danos que os pacientes podem enfrentar como resultado do uso excessivo e hiperutilização dos medicamentos, além de cuidados de saúde cada vez mais despersonalizados, e o pensar num atendimento individualizado centrado no paciente e não em sua doença, o concurso Lown Institute Vignette, Boston – Massachusetts/Estados Unidos, promoveu neste ano uma série de apresentações voltadas à área.

O município de Cunha Porã, pela primeira vez, teve a grata satisfação de participar do projeto, através da médica do Estratégia Saúda na Família (ESF) 3, Mayara Floss, da enfermeira também do ESF 3, Andreia Costa, e da acadêmica de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia, Ana Júlia Araújo de Carvalho, que estagiou na Secretaria de Saúde de Cunha Porã.

A equipe participou do concurso Lown Institute Vignette com o projeto: “Tabaco, insônia e benzodiazepínicos: uma história rural” (Em inglês: Tobacco, insomnia and benzodiazepines: A rural story), que retratou o trabalho de prevenção quanto a intervenção médica/profissional da saúde que cause danos para um paciente, ou seja, solicitar exames que podem ser mais danosos do que benéficos, porque a alteração muitas vezes mesmo sem ter um significado clínico pode deixar a pessoa ansiosa. Ou ainda, conforme a equipe, realizar intervenções e no caso do artigo a medicalização para tratar um problema social/econômico.

Conforme a médica Mayara Floss, o texto discute sobre o uso indiscriminado de benzodiazepínicos (por exemplo clonazepam, diazepam, entre outros) e os riscos destas medicações para a saúde das pessoas que usam de forma contínua e por muito tempo, principalmente pacientes mais idosos e sem a revisão e acompanhamento médico devido. “O trabalho foi fruto da equipe que se apoia e trabalha junto, nada teria sido possível sem as mãos dos agentes comunitários de Saúde e das técnicas de enfermagem. Ganhamos um reconhecimento mundial por este trabalho em equipe que pode ser transformador para a prevenção de danos aos pacientes. Ao nosso lado tinham universidades do mundo inteiro participando, é uma honra Cunha Porã poder estar lá”, ressalta Mayara.

Para o secretário de Saúde de Cunha Porã, Alexandre Fagundes, um trabalho reconhecido internacionalmente confere a toda equipe e a gestão a credibilidade de que todas as ações preventivas em prol da população vem sendo executadas de maneira certa. “Este reconhecimento também demonstra que o trabalho em equipe é importante para se obter resultados eficazes, que tem como objetivo final a saúde na nossa população”, menciona Fagundes. O trabalho “Tabaco, insônia e benzodiazepínicos: uma história rural”, segue dentro de alguns dias para publicação no website do Lown Insitute.

Fonte: Rádio Caibi / Ascom Cunha Porã
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