Atualizado 23/05/2018

Coreia do Sul libera importação de carne suína catarinense

A expectativa do setor é de que o Estado exporte 30 mil toneladas de carne suína por ano

Divulgação
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    O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou que a Coreia do Sul abriu o mercado de carne suína para o Brasil. Segundo o ministro, inicialmente as exportações serão feitas por quatro unidades de frigoríficos de Santa Catarina, único Estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação. “Mas com a declaração de país livre de febre aftosa (com vacinação, a ser concedido este mês), iremos avançar para outros Estados em breve. É um mercado de US$ 1,5 bilhão por ano”, relatou o ministro.

 

    De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as unidades habilitadas à exportação para a Coreia do Sul são BRF de Campos Novos, Aurora Alimentos, Pamplona Alimentos e JBS de Seara. Quarto maior importador mundial de carne suína, a Coreia do Sul tem um mercado equivalente à receita de exportação do Brasil com o produto no ano passado, que foi de US$ 1,5 bilhão, aumento de 9,4% sobre 2016.

 

    Santa Catarina é o primeiro e único Estado do Brasil habilitado a exportar carne suína para Coreia do Sul. Os investimentos maciços em defesa agropecuária fazem do Estado uma ilha de sanidade no País, abrindo as portas dos mercados mais exigentes do mundo para os produtos catarinenses. A expectativa do setor é de que o Estado exporte 30 mil toneladas de carne suína por ano.

 

    Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, as perspectivas de negócios são muito boas e podem trazer um aumento na produção e na renda dos produtores e agroindústrias catarinenses. “O grande desafio será fechar negócios com lucratividade, já que a Coreia do Sul impõe uma taxa de 25% nas importações. Agora está na mão do mercado, pois todas as etapas de regulamentação governamental já foram vencidas”, ressalta.

 

    As negociações para exportar carne suína para a Coreia do Sul acontecem há mais de dez anos e o status sanitário diferenciado de Santa Catarina teve um papel fundamental nesse processo. Airton Spies destaca que as exportações para esses mercados mais competitivos, como Japão e Coreia do Sul, demonstram a qualidade dos produtos catarinenses e mostram que o status sanitário diferenciado traz resultados efetivos para a economia do Estado.

 

    Santa Catarina é o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil. E o único Estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação e também livre de peste suína clássica, com certificados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

 

    São cerca de 13 mil criadores integrados às agroindústrias e independentes, que produziram 980 mil toneladas de carne suína em 2017 – 28,2% dessa produção foi destinada ao mercado externo. No último ano, Santa Catarina respondeu por 40% das exportações brasileiras de carne suína, gerando uma receita de US$ 369,2 milhões. A carne suína catarinense chega a mais de 50 países e os principais compradores são: China, Hong Kong, Chile e Argentina.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de SC
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